Cinefilando Crítica: Assalto ao Banco Central

Assalto ao Banco Central

(Assalto ao Banco Central)

Ano: 2011

Gênero: policial

Mídia: cinema

Quarta-feira, 20 de julho, pré-estréia de Assalto ao Banco Central em SP, antes da sessão começar uma breve apresentação do filme pelo diretor Marcos Paulo (diretor de novelas, como Roque Santeiro e Malhação), o simpático Milhem Cortaz (Tropa de Elite 1 e 2) e Lima Duarte (Boleiros, 2 Filhos de Francisco) visivelmente entediado.

O filme conta a história do assalto ao Banco Central ocorrido em Fortaleza em 2005, onde foram roubados aproximadamente 164 milhões de reais por um túnel subterrâneo.

Logo no início uma cena de impacto para deixar claro que a intenção do diretor é fazer algo diferente dos seus trabalhos na TV, mas não é bem assim…

Visualmente é um meio termo entre tv e cinema, diferente de filmes nacionais como Cilada.com ou Se Eu Fosse Você que possuem uma estética totalmente televisiva, mas não chega perto de produções verdadeiramente cinematográficas como Cidade de Deus e Tropa de Elite. Nem lá nem cá, sem identidade visual.

A história é contada com duas linhas temporais, uma retilínea que mostra o assalto sendo planejado e executado e outra quebrada mostrando a investigação da policia federal pós roubo. Uma boa solução para um roteiro conhecido do grande público, e que quebra bastante a monotomia do assalto, sem ter que realizar grandes malabarismos.

Se a idéia de duas linhas de tempo tenha sido um acerto a execução não foi boa, muitos personagens são jogados na história sem o mínimo de apresentação, como o ajudante do comandante do bando, ou a mulher que surge apenas para mostrar a opção sexual da investigadora.

Após a conclusão do roubo começa o “show” da policia brasileira, Lima Duarte (o delegado principal) se mostra um interrogador brilhante, que poderia fazer inveja ao Batman, mas não convence, Lima Duarte é apenas Lima Duarte como em qualquer papel de suas novelas.

Os atores são destaques negativos, nem mesmo Milhem Cortez (como Barao, o chefe dos ladroes) se destacou, Ériberto Leão (o gala da novela das oito) até que se esforçou mas está aquém de qualquer produção para cinema, Giulia Gam também nao convence como “investiadora-lésbica-fodona”, os demais atores fariam bonito na novela da globo, ou não.

Um detalhe curioso é a necessidade de incluir frases de efeito, no estilo de Tropa de Elite do começo ao fim do filme, desnecessário.

Ponto positivo para a duração do filme, cerca de 100 minutos, que não o torna cansativo.

Regular, nada mais de que regular.

Nota: 6,9

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2 Respostas

  1. depois do favela-movie, o “puliça-movie”??? haahahah

  2. Vi o filme, por ser a única opção não-dublada aqui perto de casa.
    Você foi muito bonzinho em dar 6,9. Filme ruim do inferno!!!!

    Para não perder o costume, tenho que discordar concordando: os atores estão mal, mas talvez seja pelos péssimos personagens, rasos, bem no estilio novela da globo. Não tem Marlon Brando que consiga se destacar assim!

    Os diálogos são uma lástima! Destaque para para o último diálogo entre o Lima Duarte e a Giulia Gan. Quando eu achei que a coisa ia se diferenciar, com um debate mais profundo sobre escolas de investigação, blá bblá, surge uma “didática” foto do Freud!!!!

    Fora a última cena: você percebeu a citadinha (tosca) de um belo filme argentino que andou ganhando Oscar? Falei bobagem?

    Bom, é isso, esse filme está para mim na lista do que eu chamo de filme RUIM!!! nota ZERO! é o meu 300 brasileiro, sem dúvida.

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